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Um simples gesto basta: a DJI lança um novo drone que praticamente voa sozinho.

Pessoa com boné interage com drone em parque, segurando telemóvel na mão.

Um drone que escuta as tuas mãos, não os teus polegares

A ideia do novo drone compacto da DJI é simples: tu defines a intenção, ele faz o “pilotar fino”. Em vez de dominares guinada/arfagem/rolamento, usas gestos para pedir ações (seguir, orbitar, recuar, enquadrar). O drone trata de estabilização, tracking e travagens.

Não é magia: é a mesma base de automações (seguimento de sujeito, modos inteligentes e sensores) apresentada de forma mais direta. Para quem tem medo de “estacionar” centenas de euros numa árvore, a diferença é real: menos stress a gravar sozinho e menos atrito entre ideia e execução.

Em Portugal, vale ter três pontos práticos em mente:

  • Regras base (UE/EASA aplicáveis cá): em geral, mantém o drone à vista (VLOS), não passes o limite típico de 120 m (acima do solo) e evita voar sobre aglomerações de pessoas.
  • Registo e privacidade: muitas vezes é preciso registar o operador (por exemplo, se o drone tiver câmara e não for “brinquedo”, ou se ultrapassar certos limites). E mesmo quando é legal, captar pessoas de perto sem contexto pode dar problemas (privacidade e conflito no local).
  • Vento e ambiente: drones pequenos sofrem mais com rajadas e turbulência junto a falésias/prédios. Se as copas já estão a mexer, conta com tracking menos “limpo” e prepara-te para usar comando/app para afinar.

O salto aqui não é só a imagem: é reduzir a fricção de “filmar e estar no plano ao mesmo tempo”.

O pequeno gesto que destranca o drone inteiro

O “aperto de mão” é, na prática, a palma aberta. Ficas de frente para a câmara, a poucos metros, com o braço relaxado e a mão bem visível. O drone confirma e usa-te como referência (ancora o tracking em ti).

Depois disso, os gestos viram linguagem de câmara:

  • deslizar para esquerda/direita,
  • aproximar/afastar para fechar/abrir o enquadramento,
  • gestos para trocar de modo (por exemplo, um “reveal” mais cinematográfico).

O erro mais comum é dar “rajadas” de comandos: gestos aos solavancos, rápidos, ou vários seguidos. O sistema tenta interpretar ruído e o resultado pode ser vídeo tremido ou tracking indeciso.

Regra prática que melhora logo os clips: gestos grandes, mas lentos, e uma pausa entre comandos (espera a confirmação do drone). Em especial:

  • Começa sempre de frente para a câmara e só depois complica (melhor reconhecimento de corpo + mão).
  • Evita contraluz forte e fundos muito “cheios” (árvores densas, multidões). Contraste ajuda: mão e roupa a destacarem-se do fundo.
  • Faz gestos para um plano de cada vez (ex.: recuar devagar). Movimento constante raramente parece melhor do que 2–3 segundos estáticos bem compostos.
  • Se o drone travar perto de um obstáculo, aceita a travagem. Forçar a aproximação costuma piorar (especialmente com ramos finos e cabos).

“Ao fim de uma semana, percebi que o drone estava perfeitamente calmo”, disse-me um criador de conteúdos de Lisboa. “Eu é que era o ansioso. Quando relaxei, os meus vídeos de repente pareciam… caros.”

Nota de segurança (mesmo em modo “quase autónomo”): deixa sempre margem à volta (pessoas, árvores, cabos). Sensores ajudam, mas cabos finos, ramos e luz baixa continuam a ser armadilhas clássicas.

Quando voar quase se faz sozinho

O que este tipo de drone vende, acima de tudo, é tranquilidade: menos microgestão, menos sustos, mais consistência. Tu dás o objetivo (segue-me, orbita, recua para revelar) e o drone tenta manter o sujeito centrado, estabilizar e evitar obstáculos.

A aprendizagem também muda: gesto → confirmação → movimento. Ainda assim, convém manter expectativas realistas:

  • “Quase sozinho” não é “sozinho”: a responsabilidade é tua (espaço, pessoas, zonas restritas, vento).
  • A autonomia tem limites: pouca luz, reflexos, fundos “confusos”, ou obstáculos difíceis (cabos/galhos) podem degradar o tracking e a deteção.
  • Melhores planos = condições simples: luz estável, fundo com contraste, distância consistente e movimentos previsíveis.
  • Realidade de bateria: em drones compactos, a autonomia útil pode cair depressa com vento, frio e manobras. Planeia clips curtos e deixa margem para regressar com segurança (não “esticar” a última percentagem).
Ponto-chave Detalhe Valor para o leitor
Controlo por gestos como “chave” Palma aberta para ancorar + gestos simples para enquadrar Menos curva de aprendizagem a filmar sozinho
Rede de segurança semi-autónoma Tracking + travagem/sensores em fundo Menos sustos (não elimina risco)
Pensado para a vida real Compacto, rápido a usar, bom para momentos curtos Mais probabilidade de o levares e usares

FAQ:

Pergunta 1 O drone “voa sozinho” mesmo, ou ainda preciso de o controlar?
Resposta 1 Não voa completamente sozinho. Faz muito por ti (estabilização, seguimento, travagens e movimentos automáticos), mas tu continuas a dar a intenção e a ser responsável pelo voo e pelo que está à volta.

Pergunta 2 O controlo por gestos pode substituir o comando para tudo?
Resposta 2 Não. Gestos são ótimos para planos simples, seguimento e selfies. Com vento, maior distância, precisão fina ou risco (árvores/cabos/pessoas), comando/app dão mais controlo e normalmente mais segurança (pausa e regresso).

Pergunta 3 Este tipo de drone é seguro para principiantes absolutos?
Resposta 3 É dos mais amigáveis para começar, mas “fácil” não é “infalível”. Treina primeiro num espaço aberto, longe de pessoas e obstáculos, e respeita as regras em Portugal (altura, voo à vista e zonas restritas).

Pergunta 4 O drone vai reconhecer sempre os meus gestos?
Resposta 4 Funciona melhor com boa luz, mão bem visível, contraste com o fundo e sem pressa. Se falhar, aproxima-te, abranda, volta a ficar de frente para a câmara e repete; se necessário, muda para comando/app.

Pergunta 5 Vale a pena fazer upgrade se já tenho um drone DJI recente?
Resposta 5 Depende do uso. Se já pilotas bem e o foco é só imagem, o ganho pode ser incremental. Se te filmas sozinho, viajas leve, ou queres que família e amigos usem sem ansiedade, os gestos e a camada de autonomia podem fazer diferença no dia a dia.

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