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Sem vinagre nem lixívia: o truque simples para limpar gordura do exaustor sem esforço.

Pessoa coando macarrão numa cozinha iluminada. Recipiente de vidro com vapor. Toalha e ingredientes ao fundo.

A primeira vez que olhas a sério para o filtro do exaustor costuma ser por acaso. Esticas o braço para apanhar um frasco, os olhos sobem um pouco mais e lá está: uma grelha pegajosa e amarelada que antes era metal e agora é… outra coisa. Tocas-lhe, arrependes-te instantaneamente e depois finges que não viste nada. Voltas à tua vida, à tua massa, à tua Netflix. O exaustor continua a zumbir, a engolir vapor em silêncio e a enviar gordura diretamente para esses filtros esquecidos.
Depois, um dia, um convidado inclina-se sobre o fogão e diz: “Uau, eu não sabia que isto ficava assim tão sujo.”
E é aí que o filtro passa a viver na tua cabeça, sem pagar renda.

Sem vinagre, sem lixívia… e ainda assim sem esfregar

Há um momento estranho de culpa quando vais ao Google pesquisar “com que frequência devo limpar o filtro do exaustor”. Lês “todos os meses” e, de repente, lembras-te que a última vez que o fizeste foi… o quê, em 2021? As respostas clássicas aparecem sempre: água a ferver, vinagre, bicarbonato de sódio, luvas de borracha, muita força de braço. A tua cozinha vira laboratório. As costas doem. E o filtro continua um bocado gorduroso nos cantos.
E, no fundo, pensas: “Tem de haver uma forma mais fácil do que isto.”

Uma amiga minha, cozinheira caseira que frita tudo, de dumplings a beringela, confessou que não tocava no filtro do exaustor há três anos. Mora num apartamento pequeno, cozinha quase todas as noites e, um dia, o exaustor começou a pingar gotas misteriosas, cor de âmbar, para cima das frigideiras. Pegou no filtro, horrorizada com o peso - como se tivesse absorvido uma garrafa inteira de óleo.
Estava pronta para um fim de semana inteiro de limpeza, armada com vinagre, lixívia, esfregões… até que alguém lhe deu uma dica que mudou tudo.

A questão dessa gordura incrustada é que não é só “sujidade”: são camadas de gordura no ar, cozidas umas nas outras pelo calor. O vinagre ajuda a cortar gordura em superfícies, a lixívia pode branquear, mas ambos acabam por exigir esfregar quando a porcaria é grossa. Sprays desengordurantes ajudam, mas escorrem, cheiram forte, e tu acabas na mesma dobrado sobre o lava-loiça. O truque simples que as pessoas trocam discretamente em fóruns e chats evita todo esse drama. Usa uma ferramenta que quase todas as casas modernas já têm a trabalhar ao fundo, em silêncio, enquanto tu literalmente não fazes nada.
Essa ferramenta é a máquina de lavar loiça.

O truque “não faças nada” para o exaustor

Aqui vai o truque, nu e cru: tira os filtros metálicos de gordura do teu exaustor e mete-os diretamente na máquina de lavar loiça. Sem banho de vinagre, sem demolho em lixívia, sem esfrega prolongada. Só água quente, detergente normal da máquina e um ciclo normal. É só isto.
Os filtros de malha ou de defletores (baffle) que a maioria dos exaustores usa são de alumínio ou aço inoxidável e foram feitos para prender gordura. Os mesmos jatos que arrancam queijo gratinado de um tabuleiro conseguem rebentar essa gordura antiga e expulsá-la da grelha do filtro.

A primeira vez que fizeres isto, provavelmente vais hesitar. O filtro parece perdido. Talvez até penses que vais estragar a máquina. Não vais. Coloca o filtro deitado no cesto inferior ou encostado de forma segura na lateral, para que os jatos atinjam as duas faces. Faz um ciclo quente ou intensivo - o mesmo que usas para tachos muito sujos. E depois vai viver a tua vida.
Quando o ciclo acabar, abres a porta e a diferença é ridícula: mais leve, mais brilhante, e voltas a conseguir ver através da malha.

A lógica é simples: uma máquina de lavar loiça é uma máquina fechada de desengordurar, com alta temperatura e alta pressão. As moléculas do detergente agarram-se às gorduras e óleos, a água quente derrete o que endureceu, e os braços de pulverização forçam tudo a sair de micro-orifícios e cantos onde uma esponja não chega. Em vez de tu trabalhares 30 minutos com uma escova, o eletrodoméstico faz o mesmo em uma hora enquanto estás a fazer scroll ou a dormir. Isto é o mais perto que um filtro de exaustor vai estar de “auto-limpeza”.
Sejamos honestos: ninguém faz isto todos os dias.
Mas meter o filtro num ciclo uma vez por mês ou de dois em dois meses é o tipo de hábito sem atrito que, de facto, pega.

Como fazer bem (e o que não fazer)

O método em si é quase dececionantemente simples, mas alguns pequenos gestos tornam-no muito mais eficaz. Primeiro, desliga o exaustor e deixa tudo arrefecer completamente. Desliza ou desencaixa os filtros metálicos - a maioria dos modelos tem uma ranhura ou pega. Se estiverem muito carregados de gordura, passa rapidamente uma folha de papel de cozinha para retirar o pior. Ainda não precisas de sabão.
Coloca os filtros na máquina, idealmente no cesto inferior, deitados ou ligeiramente inclinados para que os jatos atinjam ambos os lados. Adiciona o detergente habitual e seleciona um ciclo quente e longo. Depois, afasta-te.

Quando o ciclo terminar, verifica os filtros. Se ainda houver uma zona ligeiramente pegajosa num canto, podes repetir no próximo carregamento - não é preciso esfregar até à exaustão. Algumas pessoas ficam impacientes e enchem a máquina com panelas, pratos e o filtro ao mesmo tempo, o que bloqueia os braços pulverizadores. O resultado parece fraco e culpam o truque. A verdadeira solução é espaço: dá ao filtro espaço para levar com o jato.
Se estiveres nervoso com o acabamento do metal, começa com um programa mais suave e vai aumentando. O teu nariz também te vai dizer quando a gordura desapareceu: aquele cheiro velho a fritos some.

“A primeira vez que lavei os filtros na máquina, senti-me culpada por estar a ver TV enquanto eles ‘se limpavam sozinhos’”, ri-se a Laura, pasteleira que cozinha em casa todas as noites. “Mas quando vi como ficaram mais leves e limpos, percebi que andei anos a complicar isto.”

  • Não uses lixívia nem pastilhas de cloro na máquina com os filtros. Podem atacar o alumínio e criar manchas.
  • Não laves filtros de carvão ativado assim. Esses são para substituir, não para limpar.
  • O espaço importa: um filtro apertado por baixo de tabuleiros ou frigideiras não vai levar a lavagem a toda a pressão.
  • Se a tua água for muito dura, uma passagem rápida com pano no fim do ciclo evita marcas esbranquiçadas.
  • Uma limpeza a fundo a cada 4–8 semanas mantém a sucção forte e evita o cheiro a óleo queimado.

O benefício silencioso de um exaustor que não ignoras

Depois de fazeres isto duas ou três vezes, muda a forma como olhas para aquela grelha metálica por cima do fogão. Deixa de ser um objeto misterioso e nojento que evitas e passa a ser só mais uma tarefa da rotação da cozinha, como lavar tabuleiros ou descalcificar a chaleira. Deixas de temer o “fim de semana da grande limpeza” porque ele deixa de existir; há apenas pequenos gestos, quase invisíveis, encaixados na vida do dia a dia.
E um filtro mais limpo muda mais do que o aspeto do exaustor: a sucção melhora, o vapor sai mais depressa, e aquela névoa leve de cheiro a comida não fica na sala a noite toda.

Talvez até notes uma mudança subtil na forma como cozinhas quando a limpeza deixa de ser um castigo pendurado no teto. Fritar peixe parece menos arriscado. Saltear em lume forte já não vem com aquele pensamento chato sobre detetores de fumo e paredes gordurosas. O exaustor faz melhor o seu trabalho, simplesmente porque lhe deste “uma lavagem aos pulmões” na máquina enquanto relaxavas no sofá.
É um truque pequeno, quase invisível, mas alivia a carga mental da cozinha mais do que qualquer gadget sofisticado.

A parte mais interessante? Assim que as pessoas experimentam este truque sem vinagre e sem lixívia, começam a partilhá-lo em chats de grupo, em jantares de família, naqueles momentos em que alguém diz: “O meu exaustor está nojento, nem sei por onde começar.” É assim que as ideias simples viajam: de um cozinheiro cansado para outro, um ciclo preguiçoso de máquina de cada vez. Quase dá para ouvir o suspiro coletivo de alívio em cozinhas por todo o lado, enquanto filtros gordurosos ganham discretamente uma segunda vida - sem ninguém ficar ao lava-loiça a esfregar o fim de semana.

Ponto-chave Detalhe Valor para o leitor
A máquina faz o trabalho difícil Colocar filtros metálicos deitados no cesto inferior e fazer um ciclo quente com detergente normal Poupa tempo e esforço e evita maratonas de limpeza agressivas
Sem vinagre, sem lixívia A gordura dissolve-se só com calor, pressão e detergente da máquina Menos cheiro, menos irritação, mais seguro para a maioria dos acabamentos metálicos
Limpeza leve e regular é melhor do que raras limpezas profundas Repetir a cada 4–8 semanas em vez de esperar anos Melhor sucção, menos odores e uma cozinha mais fácil de viver

FAQ:

  • Pergunta 1: Todos os filtros de exaustor podem ir à máquina de lavar loiça?
    A maioria dos filtros metálicos de malha ou de defletores pode, mas filtros de carvão ativado ou de papel não podem. Se tiveres dúvidas, consulta o manual ou procura uma estrutura e grelha metálicas sólidas e não porosas.
  • Pergunta 2: A máquina vai estragar o acabamento do alumínio?
    Em filtros mais antigos ou de baixa qualidade, ciclos muito quentes repetidos podem baçar ligeiramente o alumínio. Se te preocupa, começa com um programa quente standard e evita modos agressivos tipo “higienização/sanitize”.
  • Pergunta 3: Preciso de detergente especial para filtros cheios de gordura?
    Não. O detergente normal da máquina foi feito para quebrar gorduras. Gel, pastilhas ou pó funcionam, desde que uses um ciclo quente e não sobrecarregues a máquina.
  • Pergunta 4: E se o filtro ainda estiver gorduroso depois de uma lavagem?
    Em filtros muito negligenciados, podem ser necessários dois ciclos. Também podes retirar a camada mais grossa com papel de cozinha antes da primeira lavagem para acelerar.
  • Pergunta 5: Com que frequência devo limpar os filtros assim?
    Se cozinhas todos os dias, aponta para cada 4–6 semanas. Se só usas o fogão ocasionalmente, de 2 em 2 ou de 3 em 3 meses costuma ser suficiente para manter o exaustor eficiente e sem odores.

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