À medida que a mudança da hora ocorre um pouco mais cedo este ano, as famílias podem esperar pores do sol claramente mais tardios, serões mais compridos e um pequeno - mas genuíno - incentivo no dia a dia.
Quando muda a hora em 2026
Em 2026, os relógios no Reino Unido vão avançar uma hora no domingo, 29 de março.
Os relógios vão “adiantar” às 1h de domingo, 29 de março de 2026, assinalando o início da Hora de Verão britânica.
Isto acontece um dia antes do que em 2025, ano em que a alteração foi a 30 de março.
A maioria dos smartphones, computadores portáteis e equipamentos ligados à internet faz o ajuste automaticamente, geralmente à 1h. Já despertadores tradicionais, relógios de forno, painéis do carro e temporizadores do aquecimento central terão de ser acertados manualmente.
Principais detalhes, num relance
- Data da mudança de hora: domingo, 29 de março de 2026
- Direção: os relógios adiantam uma hora
- Hora da mudança: 1h passa a 2h
- Mudança de fuso horário: de Greenwich Mean Time (GMT) para British Summer Time (BST)
- Efeito principal: manhãs mais escuras, fins de tarde mais claros
O que significa o novo horário do pôr do sol para as famílias
O timing da mudança influencia diretamente a hora a que anoitece - e a diferença sente-se logo.
No dia em que a hora muda, o pôr do sol só acontecerá por volta das 19h32 em grande parte do Reino Unido.
A partir desse momento, os serões começam a alongar-se rapidamente. Em meados de abril, o pôr do sol estará perto das 20h30 e, no final de abril, é provável que a luz se mantenha até cerca das 21h.
Para as famílias, isto traduz-se em mais claridade depois da escola. Para quem trabalha, significa mais uma hora de luz ao fim do dia após o horário típico de escritório. Quem passeia o cão, corre ou leva crianças ao parque ganha uma janela maior para estar ao ar livre sem precisar de lanterna.
Como se compara com o ano passado
Pode parecer um pormenor, mas a data antecipada muda a perceção do início da estação.
| Ano | Data da mudança de hora | Primeiro pôr do sol após a mudança (aprox.) |
|---|---|---|
| 2025 | Domingo, 30 de março | Cerca de 19h30 |
| 2026 | Domingo, 29 de março | Cerca de 19h32 |
A alteração dá ao país uma “vantagem” psicológica na chegada da primavera, com esse dia extra de serões mais claros a surgir mais cedo do que muitos antecipam.
Porque é que a hora muda
A Grã-Bretanha adianta e atrasa os relógios há mais de cem anos. A Hora de Verão britânica foi implementada pela primeira vez em 1916, durante a Primeira Guerra Mundial, para aproveitar melhor a luz natural e reduzir o consumo de energia.
Atualmente, a prática mantém-se por uma combinação de motivos históricos, sociais e económicos. Serões mais luminosos associam-se a mais tempo ao ar livre, maior movimento no comércio e uma ligeira diminuição do uso de iluminação em casas e escritórios.
A regra simples que a maioria das pessoas usa: em março “adianta-se” e em outubro “atrasa-se”.
Na primavera, o Reino Unido passa de GMT para BST, deslocando uma hora de luz do início da manhã para o fim do dia. No outono, essa hora volta às manhãs, trazendo fins de tarde mais escuros.
Como os telemóveis e os dispositivos lidam com a mudança
Para muita gente, a mudança acontece agora de forma quase invisível, em segundo plano.
- Smartphones: regra geral, atualizam automaticamente com base na rede ou na hora da internet.
- Colunas inteligentes e TVs: normalmente ajustam-se sem intervenção do utilizador.
- Relógios de forno e micro-ondas: muitas vezes exigem correção manual.
- Relógios do carro: podem acertar automaticamente em modelos mais recentes, mas os mais antigos não.
- Temporizadores de aquecimento e água quente: podem passar despercebidos, e os horários ficam “desfasados” uma hora.
Esquecer um ajuste manual pode levar a alarmes fora de horas, idas para a escola mal cronometradas ou aquecimento a ligar uma hora demasiado cedo.
Como a luz extra pode afetar o humor e a saúde
Os fins de tarde mais claros não são apenas uma conveniência: podem ter impacto na saúde, sobretudo em quem é mais sensível a invernos longos e escuros.
O NHS alerta que a redução de luz solar pode baixar os níveis de serotonina, associados a humor em baixo e depressão sazonal.
À medida que os serões se prolongam, muitas pessoas dizem sentir-se mais enérgicas e sociáveis. Mais horas de luz encaixam melhor com os horários de trabalho e escola, criando mais oportunidades para estar ao ar livre depois de um dia passado em espaços fechados.
Fins de tarde mais luminosos podem favorecer:
- Mais exercício ao ar livre, como caminhar, correr ou andar de bicicleta.
- Maior convívio social com amigos e vizinhos.
- Tempo em espaços verdes, o que pode ajudar a reduzir o stress.
- Maior exposição à luz natural, que pode contribuir para regular o sono.
Os conselhos de saúde costumam acompanhar a mudança com uma sugestão simples: aproveite essa hora extra de luz no exterior, se possível. Uma caminhada curta depois do trabalho ou da escola pode melhorar o humor sem exigir uma rotina completa de treino.
Sono, relógio biológico e a “hora perdida”
O principal inconveniente é a hora de sono que muitas pessoas sentem que desaparece de um dia para o outro. A alteração pode desajustar o relógio biológico, sobretudo em crianças e em quem trabalha por turnos.
Especialistas do sono recomendam, muitas vezes, tratar a semana anterior como um período de adaptação gradual:
- Adiantar a hora de deitar 10–15 minutos por noite nos dias que antecedem a mudança.
- Garantir boa exposição à luz da manhã para ajudar a reajustar o relógio interno.
- Evitar dormir até tarde no fim de semana da mudança, o que pode prolongar o tempo de adaptação.
No caso de crianças pequenas, os serões mais claros podem fazer com que a hora de deitar pareça “demasiado cedo”, pelo que estores opacos ou cortinas mais grossas podem ajudar a manter as rotinas.
Consumo de energia e rotinas domésticas
Embora o argumento inicial para a mudança da hora fosse a poupança de combustível, o consumo energético nas casas modernas é mais complexo. Em vez de simplesmente gastarem menos eletricidade, as pessoas tendem a ajustar hábitos.
Serões mais claros podem diminuir a necessidade de luz artificial no início da noite, mas também podem incentivar mais atividade - desde jardinagem e churrascos a mais deslocações de carro.
Ainda assim, a mudança pode ser útil para as famílias reorganizarem rotinas:
- Antecipar as refeições da noite para acompanhar a luz que dura mais.
- Planear tarefas ao ar livre, como jardinagem ou bricolage, para dias úteis em vez de fins de semana.
- Definir horas fixas de “ecrãs desligados”, para que mais luz não se traduza automaticamente em noites mais longas.
Termos e ideias que vale a pena esclarecer
Há duas siglas que voltam todos os anos: “GMT” e “BST”. GMT, ou Greenwich Mean Time, é o fuso horário padrão no inverno. Baseia-se no tempo solar médio no Observatório Real de Greenwich, em Londres. BST, British Summer Time, corresponde a GMT mais uma hora e é usado nos meses mais quentes para deslocar a atividade para a parte do dia com mais luz.
A expressão “ritmo circadiano” também costuma surgir nesta altura. Refere-se ao ciclo interno de 24 horas que determina quando nos sentimos acordados, com sono e com fome. A luz é um dos sinais mais fortes para regular este ritmo. Mudanças bruscas de horário - mesmo de apenas uma hora - podem ser surpreendentemente disruptivas, por entrarem em conflito com o padrão já estabelecido do corpo.
Como as famílias podem tirar o máximo partido dos serões mais claros
Com o pôr do sol às 19h32 no primeiro dia de BST e a ultrapassar as 21h no final de abril, famílias e pessoas individuais podem encarar a mudança da hora como um pequeno “reinício” sazonal.
Algumas ideias práticas incluem:
- Começar uma rotina de caminhadas ao fim da tarde duas ou três vezes por semana.
- Marcar encontros ao ar livre com amigos, como piqueniques ao início da noite ou idas ao parque.
- Programar atividades das crianças, como bicicleta ou futebol, para depois da escola enquanto ainda há luz.
- Aproveitar a luz extra para tratar de tarefas domésticas que no inverno parecem mais difíceis, como arrumar arrecadações ou preparar jardins.
O tempo, naturalmente, tem a última palavra. Nuvens, chuva e vagas de frio podem atenuar a sensação de “primavera instantânea”. Ainda assim, mesmo em dias cinzentos, o simples facto de ficar claro até mais tarde a 29 de março de 2026 assinala um ponto de viragem evidente no ano para as famílias do Reino Unido.
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